A noite caiu rápido e com ela o frio do inverno invadia São Paulo,Olavo se arrumava em frente ao grande espelho que tinha em se quarto,escolhera ao meio de uma infinidade de roupas de grife um modelo que sempre era comentários nas revistas mais badalas do país.
___Filho...Chamou Carmem pela a fresta da porta.___Posso entrar?
___Claro mãe entra.Disse Olavo abotoando sua camisa azul marinho,seu perfume tomava conta de todo o ambiente.
Carmem caminhou ate a cama do filho,e se sentou.
___Está cada dia mais lindo filho...Sussurrou.
Olavo sorriu.
___Com quem eu pareço mais mãe?Perguntou Olavo com um tom ingênuo.___Não puxei muito você nem o papai...Como era o vovô ou a vovó?
Carmem ficou sem resposta por algum tempo,engoliu seco antes de falar,sentindo um frio sobrar na barriga.
___Não sei se você parece muito com papai,mas lembra bastante um tio meu,era loiro e tinha os olhos verdes assim como os seus.
Olavo terminou de se vestir e começou arrumar seus cabelos.
___Samara me contou de festa de amanhã...
___Pois é,ela me prometeu que ia ser pequena...Mas se ja vi que será mais uma daquelas festas...Sorriu ele
___Convidou o Modesco?Perguntou Carmem
Olavo se virou abismado.
___Foi o papai que mandou você perguntar isso? Sibilou ele irritado.
___Não Olavo! Não foi seu pai que me mandou perguntar...Respondeu ela no mesmo tom de voz.___Só estou tentando evitar um constrangimento para todos nós...filho! Pense bem, seu pai ficaria muito chateado com essa situação.
Olavo ficou calado por alguns segundos,parecia ter cuidado para não dizer termos pesados.
___Eu periferia mil vezes que o senhor Modesco fosse no lugar do meu pai.Disparou Olavo pegando sua carteira em cima do criado mudo de sua quarto e saindo as pressas.Desceu as escadas rápido porem deu de cara com Lourenço.
___Não vai jantar com agente?Perguntou Lourenço.
___Não!Vou sai com a Samara e alguns amigos...Respondeu ríspido Olavo continuando a andar em direção a porta.
___Parece chateado! Isso é porque fui visitar você no trabalho,eu tenho direto não é mesmo?Afinal sou seu pai ainda.
Olavo parou de andar e se virou.
___Me poupe do seu teatro de bom pai...Disse batendo a porta.


Vitória/ES


Cecília andava nas ruas frias de Vitória,o vento frio era cortante,seu queixo batia cada vez mais rápido,a roupa que usava não era grossa o bastante,andou mais alguns metros,ate ver uma roda de pessoas,estavam sujos e o cheiro de urina era forte.
___Hei!Gritou ela quase sem força por causa do frio.
Todos olharam.
___Tem o bagulho?Perguntou Cecília.
Um dos homens se aproximara,estava com um cobertor nas costas e o hálito quase sufante era sua característica observada num primeiro instante.
___Quanto você tem de grana?Perguntou
Cecília mostrou a nota de cinqüenta reais que Laila havia dado.O homem sorriu ao ver o dinheiro e logo correu ate a roda novamente trazendo algumas pedras média de Crack.
___Isso aqui sustenta a princesa por uma noite?
Cecília riu.
___Só por algumas horas...Disse com a voz tremula por causa do frio.
Sentou no meio fio começou a amassar e logo acendeu a droga,começou a fuma-la,seu cérebro se enchia de êxtase era como se tomasse água gelada depois de andar muitos dias sob o forte sol de um deserto escaldante,porem dentro do seu intimo ela sabia que aquilo a levava a morte,mesmo sabendo que ninguém choraria por sua partida, ainda assim ela se entristecia com aquela idéia que logo sumia pela magia do crack que tomava sua mente.
Depois de fumar tudo que comprara Cecília se levantou,o frio já não existia mais,se sentia leve porem uma tristeza tomava seu coração,precisava sair daquela cidade,porem naquele instante não tinha dinheiro para ir embora.
Andou,andou e andou ate perder a noção de onde estava,mesmo sempre tendo morado em Vitória Cecília não andava muito pela a cidade.Chegou num posto notou vários caminhões,sabia que precisava ir embora.Usava um vestido floral na altura do joelho,ao se aproximar dos caminhões o rasgou em uma altura quase inacreditável,mostrava quase todo o glúteo ,que mesmo mal tratada e triste,ainda era bem apessoada,seus olhos verdes sempre chamara a atenção de seus clientes. Cambaleou ate perto de um caminhão vermelho parado,o homem barbudo e com o cabelo mal arrumado desceu e se aproximou com um sorriso maquiavélico no rosto.
___Quanto é?Perguntou olhando para as pernas de Cecília.
___Uma carona...Respondeu.
Ele analisou o corpo da mulher antes de falar.
___É depilada?
Cecília nada respondeu,apenas levantou o pouco que pano que escondia sua parte intima e a mostrou para o caminhoneiro,que sorriu novamente.
___Vem entra ...Sussurrou ele apontando para o caminhão.Cecília olhou para os lados antes de entrar e notou varias crianças,meninos e meninas,sentados nos bancos,outras conversando com os caminhoneiros.Ela entrou.
___Chupa...Sussurrou ele abrindo o zíper da calça.
Cecilia se aproximou do homem e começou o sexo oral.
___Vai...Vai...Sussurrava ele ofegante.Logo puxou a cabeça dela.___Vira!
___Anal não,eu nunca fiz.
___Eu não te perguntei nada...Vira!Gritou ele Cecilia se assustou e logo começou a chorar sentindo uma tristeza cortar se coração.___Vinte e dois centímetros...Sorriu o homem,que começou a penetrar em Cecilia.
___Para!Gritou ela sentindo muita dor,o homem por sua vê afogou no banco do caminhão de modo que sua voz era quase toda abafada.
___Não grita vadia...Eu sei que você gosta ...Sussurrou o homem em seu ouvido.
Depois de ejacular o homem voltou a sentar em frente ao volante,ainda ofegando começou a rir de Cecilia que se mantinha na mesma posição e chorava desde o primeiro instante.O homem ligou o som e colocou num volume alto,tirou o cinto que usava na cintura,se aproximou do ouvido da garota.
___Isso aqui é pra você aprender a ser vagabunda direito...Disse batendo em Cecilia com o cinto com toda a força e repedindo o gesto.Enquanto ele dava ponta pés na garota.
___Para!Gritou ela enquanto apanhava.___Socorro.Berrou tentando abrir a porta.
___Desgraçada...Gritou o homem batendo mais forte.


Fred dirigia seu caminhão ouvindo sua musica predileta “It’s my live – Bon Jovi’,cantando alto,para que todos que passassem perto dele ouvisse a sua alegria,mesmo com apenas vinte e três anos,Fred sabia o que te fazia feliz, dirigir caminhão.Avistou um posto de gasolina,precisava jantar o som que seu estomago fazia estava quase na mesma altura que musica.Estacionou e desceu,varias garotas ainda criança se aproximaram dele,que tinha uma beleza que agradava muita gente,alto,cabelo preto,pele branca,ao contrario de muitos caminhoneiros tinha o corpo bem cuidado e o sorriso hipnotizador com o auxilio de dentes perfeitos. ___Oi tio...Quer tirar minha virgindade...Falou uma menina visivelmente drogada e aparentava treze anos.
Fred abaixou a cabeça fingindo não ouvir a oferta,o jovem achava um absurdo o que alguns caminhoneiros faziam com aquelas crianças.Se sentou no balcão.
___ Posso ajudar?Perguntou educada a atendente.
___Um suco e um misto quente,por favor ...
Fred pegou o celular para mandar uma mensagem a sua mãe,avisa-la que estará voltando para casa em alguns dias .

“Em dois dias estarei em casa,te amo”Fred.Dizia a mensagem.

___Socorro...Gritava uma mulher ao prantos do lado de fora do posto,ela sagrava.
Fred se assustou e correu para ajuda-la.
___Volta aqui,ainda não terminamos...Gritava o homem descendo da cabine do caminhão.
Cecilia não tinha forças mais para lutar,tropeçou e caiu no chão,Fred se aproximou,seu perfume era delicado assim como seus olhos.
___Está tudo bem moça?Perguntou ele se abaixando.
___Me ajuda...Sussurrou ela.___Não deixa ele me pegar.
Fred se levantou.
___Ela não quer mais!Cai fora cara!Gritou ele se enchendo de coragem.
O homem riu deixando que seus dentes mau cuidado e escuros aparecessem.
___Quer brigar?Murmurou o homem tirando uma faca da cintura.___Então vou te ensinar brigar como homem.

[CONTINUA]

sexta-feira, 28 de maio de 2010 Posted in | | 0 Comments »

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